DISLEXIA

Querida amiga Abigail, é um prazer muito grande poder entrevistar para meu site, minha Mestra em Dificuldade de Aprendizagem e Psicomotricidade e que revolucionou o tratamento da Dislexia e da Disgrafia com seu método.

Agradeço sensibilizada suas contribuição para o nosso site: www.opoderenergeticodavoz.fnd.br.

1 - Em suas pesquisas como diagnostica a Dislexia?

A DISLEXIA tem como sintoma a dificuldade na leitura, tendo como conseqüência problemas na escrita apresentando trocas de grafemas(surdos por sonoros) bem como incoordenação motora, que por vezes, da DISGRAFIA.
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2- Quais os exames necessários que devem ser feitos?

De rotina, com vistas ao DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL, solicitamos os exames: Clínico geral, Eletroencefalográfico, Oftalmológico e Audiológico.
Só como esclarecimento, no exame Clínico Geral enfatizamos o problema postural e no eletroencefalograma o desenvolvimento das áreas cerebrais.

3 - Você foi a primeira Fonoaudióloga a falar em Pré-Dislexia, como define?

Realmente fui a primeira a falar em PRÉ-DISLEXIA, e mais tarde através de pesquisas também falei em DISLEXIA–DISLALICA.
O primeiro ocorre aos cinco/seis anos quando na parte gráfica (desenhos) acontecem inversões, repassamentos e outros iguais na DISLEXIA.
O segundo ocorre antes dos quatro anos, quando a fala se apresenta invertida e ou espelhada ex: maca/cama, passatinho/sapatinho.

DEFININDO

A PRÉ-DISLEXIA
é a dificuldade que se apresenta por volta dos cinco/seis anos onde observamos inversões, repassamentos e ou espelhamentos através dos desenhos como foi dito.

A DISLEXIA-DISLALICA é uma patologia fonoaudiológica que se através da fala com trocas e inversões, como já foi dito anteriormente.
Considero de grande importância o reconhecimento destas duas patologias, pois desta forma podemos fazer o tratamento Fonoaudiológico de maneira preventiva, que é a forma mais honesta de se tratar o ser humano.
Quando isto é feito, a PRÉ-DISLEXIA e mesmo a DISLEXIA não se apresentam.ESTE É O TRABALHO IDEAL.

4- Quais as dificuldades encontradas pelos estudantes Disléxicos?

A própria definição de DISLEXIA aprovada no II SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TERAPIA DA PALAVRA em 1969 diz o seguinte:

DISLEXIA e o distúrbio da palavra em pessoas normais de inteligência que apresentam labilidade afetiva, leve incoordenação motora, deficiente capacidade de análise e síntese, transtorno na memória visual, no sentido direcional (orientação espacial e temporal) problemas de dominância lateral, deficientes discriminações auditiva e visual, distúrbio no conhecimento do seu corpo(ritmo, espaço e tempo), cuja expressão eletroencefalográfica é a de DISFUNÇÃO CEREBRAL MÍNIMA, sendo indicado o MÉTODO FÔNICO (fonemas surdos e sonoros simultanêamente, com apoio sinestésico, tátil, visual e auditivo)para sua alfabetização”.

Abigail Muniz Caraciki, Fonoaudióloga
Jose Sólon de Mello, Eletroencefalografista
Olavo Nery, Neurologista
Vicente de Paula Rezende, Psiquiatra

5 - Em que se baseia seu método de tratamento?

A base do Método é a avaliação dos resultados dos exames solicitados, com o objetivo de se fazer o Diagnóstico Diferencial, que vai esclarecer se a dificuldade na leitura e na escrita é realmente uma DISLEXIA ou uma PSEUDO- DISLEXIA.

6 - Como os pais podem ajudar?

Procurar um Fonoaudiólogo que veja seu filho de uma maneira integral (daí a solicitação dos exames básicos ) e não somente pelos sintomas que podem ter suas origens nos problemas visuais, auditivos, neurológicos, psicológicos e/ou pedagógicos.
Como na definição dada no II Simpósio Brasileiro de Terapia da Palavra as características dos DISLÉXICOS são claras.
Chamamos atenção para os PSEUDOS–DISLÉXICOS, isto é, dificuldade na escrita por problemas visuais, auditivos, neurológicos, psicológicos e/ou pedagógicos.

7 - O que os professores devem observar e orientar aos pais?

Pouca coisa o professor pode fazer , a não ser que tenha conhecimentos daquelas propostas que já foram abordadas anteriormente.

8 - Atualmente muito se fala nos desvios de atenção, uma criança disléxica possui também estas características?

Sim.Vide a definição anterior.

9 - Em alguns paises as crianças Disléxicas tem suas avaliações relevadas por sua problemática, concorda com isso?

Sim, contanto que não seja deixado de lado o trabalho Fonoaudiológico.
O FONOAUDIÓLOGO deve ser sempre consultado da necessidade ou não das avaliações serem relevadas pela DISLEXIA.

10 - Que conselhos daria a pais e professores de crianças Disléxicas?

Senhores Pais e senhores Professores, observem o DISLÉXICO através do tratamento Fonoaudiológico, após o Diagnóstico Diferencial.

11- A Dislexia pode ser um problema hereditário?

Sempre perguntamos, durante a entrevista, se há DISLEXIA na família-pai ou mãe ou mesmo outros parentes.
Na realidade não há comprovação de hereditariedade e não há pesquisa até o momento, que tenha credibilidade.

12 - Seu Método foi publicado em um excelente livro, já está em que edição?

Somente na primeira edição, mas não há mais livros`a venda, por isso podemos pensar numa segunda edição.

Para terminar gostaria de dizer aos pais e professores, que os alunos que apresentam dificuldade na leitura e na escrita sofrem muito porque não são avaliados como devem e também não tem seu problema compreendido.
Devemos fazer campanhas de esclarecimentos e orientação.
Muito obrigada pela oportunidade de continuar a levantar a bandeira a favor dos DISLÉXICOS e dos PSEUDOS DISLÉXICOS.

Obs: maiores esclarecimentos nos meus livros:
PRÉ-DISLEXIA E DISLEXIA – Editora Enilivros
DISLALIA E DISLEXIA DISLÁLICA – Editora Enilivros
DISGRAFIA – Editora Forense

ABIGAIL MUNIZ CARACIKI
FONOAUDIÓLOGA – CRFa nº-00001


Abigail, eu é que agradeço o privilégio de tê-la em nosso Site.
Realmente foi uma aula maravilhosa.
Beijo carinhoso sua aluna e admiradora Marilia

 

 

   
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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